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10 de março de 2010

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Joy Division


Algo que vem me cativando atualmente é o pós-punk. Antes não dava muita bola para o estilo e não me interessava, talvez porque antes rolava o preconceito da técnica, nos quais alguns musicistas costumam ter. Uma dessas bandas que tanto escuto e me fascina atualmente é o Joy Division, da segunda geração do estilo, porém, um tanto quanto diferente. Além do som ter influências diretas dos pais do pós-punk como Siousie and de Banshees, Velvet Underground, David Bowie, Sex Pistols e Iggy Pop, a banda inglesa apresentou uma atmosfera e um diferencial fora do comum. O que se percebe muito em sons clássicos da banda como "She Lost Control", "Disorder" e "Love will tear us apart" é a mistura de conceitos arte, música, underground, poesia e sentimentos, o que, até hoje, influência milhares de bandas por todo o planeta.
A banda iniciou os trabalho em 1976, com o nome de Warsaw, tirado da música do David Bowie "Warszawa", logo que teve a sua formação estabilizada, aconteceu o primeiro show em 1977. Entretanto, após algumas semanas após o show, Ian Curtis(vocalista) descobre a existência de uma banda chamada Warsaw Pakt, o que deixa o grupo intrigado o suficiente para mudar o nome para Joy Division. Nome tirado de uma série chamada The House Of Dolls, exibida na tv em 1965, tratava-se de um puteiro que os alemães frequentavam na segunda guerra mundial.
Seu primeiro trabalho chamado An Ideal for living foi lançado em meados de 1978 com muita influência de punk. Logo depois do primeiro ep, a banda assinou com a Gravadora Factory, que deu mais incentivo e influência a banda desenvolver o lado que misturada música eletrônica ao som deles. Talvez por esse motivo o Joy Division é considerado por muitos o pai do new wave 80'.
No ano seguinte ao lançamento do primeiro trabalho(Unknown Pleasures) com a nova gravadora o quadro de eplepsia de Ian Curtis piora e também seus problemas conjugais, levando ele a problemas sérios de depressão. Mesmo assim, em Março de 1980 é gravado o álbum Closer, mas não chega a ser lançado com a banda na ativa.
No dia 18 de maio de 1980, um dia antes da turnê da banda para os EUA, Ian Curtis comete suicidio, enforcado. Posteriormente o álbum Closer é lançado, mas como álbum postumo.
Atualmente existem várias obras falando um pouco sobre o Joy Division, como biografias de Ian Curtis até homenagens.
Uma delas é o filme Control, que se foca em mostrar a vida do vocalista Ian Curtis.

Trecho do filme - Control

4 de março de 2010

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Mundo Anime - NANA

NANA foi mais um daqueles animês que estava guardado no armário dos meus irmãos e que eu não dei a devida importância quando foi comprado. Até que um dia resolvi dar uma chance a ele e não me arrependi.




NANA é considerado no Japão um mangá josei (= mulher), ou seja, o público alvo é o feminino, e foi criado pela mangaká Ai Yazawa, a mesma criadora de Paradise Kiss.
O mangá foi lançado em 2002 e nos doze primeiros volumes vendeu em média, nada mais nada menos, que 22 milhões de cópias. Já foram publicados 21 volumes e continua em andamento a série. Aqui no Brasil o mangá é publicado pela editora JBC, e vendido nas bancas por R$10,90. Anos mais tarde foi a vez da versão live-action do mangá, que são aquelas adaptações feitas com atores reais. Foram dois longa-metragens, lançados respectivamente em setembro de 2005 e dezembro de 2006. A série também recebeu adaptação para animê de 47 episódios. No Youtube há como assistir aos episódios do animê, no NANA Channel. Estão todos organizados e, também, tem os filmes. Aconselho que faça o download por torrent, assim vocês irão conseguir ver sem pausas.




A história se desenvolve assim que as duas protagonistas se conhecem de forma inesperada. Duas garotas de personalidades opostas, mas que possuem o mesmo nome e idade.
A primeira é Komatsu Nana, que é uma garota comum de vinte anos. É ingênua e dependente. Sofre muito por se apaixonar facilmente pelos rapazes e sonha em ter um namorado, casar-se e ser independente. Por conta desse jeito infantil, a outra Nana lhe dá o apelido de Hachiko (ou Hachi) que é o nome de um famoso cachorro no Japão.
A segunda protagonista é Oosaki Nana, que é totalmente incomum. Possui um estilo e beleza facilmente notado por onde passa. Faz de tudo para ver Hachi feliz. Vai para Tóquio para tornar-se uma famosa vocalista.

No Japão o mangá gerou uma grande polêmica, pois grupos antitabagistas dizem que a série estimula o fumo, já que a protagonista Oosaki Nana e outros personagens fumam o tempo todo. Mas críticas à parte, a série faz um enorme sucesso, assim como a sua trilha sonora, que por sinal é muito bonita, e já tem publicações nos EUA, Itália, Espanhas entre outros países - inclusive o Brasil.

Nana não só prende a atenção por possuir personagens legais, músicas lindas e uma história cativante. Nana possui uma qualidade nos diálogos e falas dos personagens que pouco encontro em animês. Destaca duas mulheres modernas que lutam, cada uma à sua maneira, para se realizar em todos os aspectos.



Sugiro a todos que gostam de animês que procurem assistir. Ou ler o mangá. Com certeza, não só as garotas, mas também os garotos serão cativados por NANA.


26 de fevereiro de 2010

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A arte de escrever

O que significa Literatura?

Pode ser definida como a arte de compor textos artísticos de qualquer gênero, como por exemplo, a poesia, o romance, a ficção e até mesmo contos infanto-juvenis. Atualmente, temos muitos exemplos de literatura, como o líder de vendas, Paulo Coelho, o qual muitos gostam e outros tantos odeiam.










O controverso Paulo Coelho



Em contrapartida, existe uma explosão de história fictícias infanto-juvenis. Tudo iniciou com a febre Harry Potter e a série O Senhor dos Anéis. Graças a essas duas séries, que também fizeram muito sucesso através dos cinemas, muitas outras histórias fictícias estão surgindo no mercado, como por exemplo Eragon e sua trilogia. Outro título é A Bússola de Ouro, que também foi adaptado ao cinema. Basta uma olhada na livraria para encontrar muitas histórias desse tipo.










Primeiro livro da série O Senhor dos Anéis



Recentemente, na região de Sorocaba, houve um concurso de literatura realizado pelo jornal Cruzeiro do Sul. Participei e acabei ficando em décimo lugar com uma obra infanto-juvenil. Entrei em contato com os participantes e troquei experiências sobre os tipos literários que cada um escreveu. A grande maioria também fez obras fictíceas infanto-juvenil. Mas infelizmente, um comentário feito por um integrante insatisfeito me chamou a atenção:


"Muitos se renderam a criar uma cidade imaginária e nela recriar as relações humanas, sempre tendo como pano de fundo a discussão dos valores. Não sou muito afeito a esse tipo de literatura, me parece ruim para dizer a verdade (...) a literatura é, para mim, o único espaço onde a verdade deve ser respeitada" (????)

A primeira coisa que devemos respeitar quando falamos em Literatura é o fato dela permitir vários gêneros literários. A pessoa acima, que não citarei quem é, simplesmente ignora essa definição. Pode ser uma opinião da pessoa, mas mesmo assim, ele chega a ofender quem escreve infanto-juvenil. Afinal, o que é escrever sobre a realidade?

É mostrar que em nosso país existe violência, corrupção e muitos outros problemas? Realmente, os autores que se rendem a criar mundos imaginários e discutir valores humanos fazem uma Literatura ruim. Afinal, a discussão de valores, mesmo em um mundo fictício, serve para mostrar que pode existir violência e corrupção em qualquer lugar, mas como é mundo fictício, os autores sonham, lutam e criam personagens capazes de mudar essa "realidade". Podemos dizer que não passa de um sonho. Uma filosofia oriental diz:

"O homem que para de sonhar, para de viver também"

A arte de escrever, a Literatura, vai além de só mostrar a realidade. É necessário respeitar todos os gêneros acima de tudo, afinal, a escrita engloba tudo. Quem consegue criar um mundo imaginário, é porque ainda tem muitos sonhos pela frente!


20 de fevereiro de 2010

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The Biggs

Desde o evento chamado de Circadélica, organizado em 2001 - na despedida para a turnê da banda Wry pela europa, o Almanaque acompanha as boas bandas que tocaram no evento.
Uma das bandas que esteve no evento, e tivemos o prazer de rever na 3ª edição do Grito Rock, é a banda Sorocabana - The Biggs.
The Biggs, com mais de 15 anos de bagagem, é uma banda independente que tem como line-up duas mulheres no comando e um baterista com uma postura de palco fora do comum. Com influências diretas de The Stooges, Sonic Youth e Ramones, eles levam o que pode se chamar de rock underground brasileiro, no qual a banda se mostra muito fiel ao cenário há mais de 10 anos.

O Almanaque Jovem acompanha o Biggs desde as gloriosas fitas K7, de trabalho gravado como See Stars(1997) até o cd The Roll Call(2007), ultimo trabalho da banda.
O que se percebe no som da banda de 1997 para cá é a evolução, não apenas do som, mas nas letras, que abordam temas como feminismo, funk e underground.

Vale a pena conferir o som do Biggs! Confira os links:


Clipe I need More!

Baixe o som gratuitamente da banda the Biggs no download remunerado da Trama Virtual aqui.

16 de fevereiro de 2010

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O festival Grito Rock

O Grito Rock é hoje o maior festival independente integrado da America Latina contando com a participação de mais de 40 cidades pelo Brasil e ultrapassa os limites tupiniquins; países como Argentina, Uruguai, Bolívia também aderiram ao projeto. O Festival fora desenvolvido pelo Circuito Fora do Eixo que é uma rede de trabalhos concebida por produtores culturais das regiões centro-oeste, norte e sul no final de 2005 que tem como objetivo estimular a circulação de bandas, o intercâmbio de tecnologia de produção e o escoamento de produtos nesta rota.
Música, cinema, teatro e artes visuais se encontram, revelando toda a diversidade da cultura produzida no âmbito da independência.

A equipe do Almanaque Jovem esteve acompanhando especificamente o evento em Sorocaba e o que se viu foi uma junção e a mistura de tribos que pouco se vê em outros shows. A galera compareceu e foi bem legal mostrando a importância de um evento como esse que é de entreter e unir pessoas com os mesmo objetivos e anseios, divulgar bandas da região e além de tudo trocar idéias e desenvolver novos projetos voltados à cultura que ainda é tão escassa em nosso país.

Algumas imagens capturadas pela nossa equipe no Festival em Sorocaba:



























Conheça algumas que tocaram no Grito Rock em Sorocaba:

The Biggs, Volpina , AtariFM , Fast Food Brazil , Os Pontas , Maquiladora , Aeromoças e Tenistas Russas , Nevilton , Chipanzé Club Trio , Esbórnia , Narcotic Love


Site oficial

Foradoeixo.org


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